15 de Outubro de 2018

 
Membros do MPPA reuniram com mães e parentes de vítimas de homicídios
 
 
Uma comissão de mulheres integrantes do movimento Mães do Xingu foi recebida, na manhã desta quinta-feira (8), pelo procurador-geral de justiça Gilberto Valente Martins para tratar sobre a onda de violência que já vitimou vários jovens em Altamira. Elas relataram detalhes de homicídios envolvendo crianças e adolescentes e pediram apoio do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) para a elucidação dos crimes. O encontro ocorreu nas novas instalações da Promotoria de Justiça local.
 
Também participaram da reunião os promotores de justiça José Maria Lima Junior, Thiago Sanandres, Helem Thalita Bedin, Daniel Bona e Fabiano Fernandes, representantes do Judiciário, das Polícias Civil e Militar e integrante do conselho tutelar de Altamira.
 
A comissão do Mães do Xingu detalhou alguns crimes ocorridos nos últimos meses em Altamira, todos envolvendo filhos ou parentes, como o de Gabriely Freitas, de 20 anos, que foi morta juntamente com o seu filho recém-nascido em uma ilha próxima ao município de Vitória do Xingu. O corpo da mulher, que tinha marcas de estrangulamento, foi enterrado atrás da casa de um pescador, principal suspeito. O bebê foi encontrado por familiares dentro de um saco de lixo.
 
As mães pediram que os agentes de segurança pública e as instituições do sistema de justiça punam os responsáveis pelos crimes.
 
Presente à reunião, o delegado civil Vinícius Dias, superintendente da região Xingu, explicou sobre o andamento das investigações e falou que a Polícia Civil está enfrentando restrições para dar celeridade à resolução dos crimes. “Estamos com o quadro limitado de delegados, investigadores e escrivães. Tivemos mais de 8 mil ocorrências nos últimos meses na região”, explicou. Apesar disso, ele informou que a taxa de resolutividade dos crimes na região está em 40%, acima da média nacional.
 
Segundo o delegado, os inquéritos referentes aos casos apresentados pelas mães estão em andamento ou então encerrados. No caso do assassinato de Gabriely Freitas e do bebê recém-nascido, Vinícius Dias disse que o suspeito do crime está preso.
 
“Estes fatos que foram narrados estão com as investigações em curso. Alguns com soluções já apontadas, com identificação dos autores. A resposta do Estado tem que vir rápido. Nós temos em Altamira sete promotores de justiça e no âmbito do Ministério Público os trabalhos estão em dia e as investigações estão ocorrendo com o apoio da promotoria”, comentou o procurador-geral Gilberto Martins.
 
O promotor Thiago Sanandres, que está respondendo pela promotoria criminal de Altamira, explicou como o MPPA atua em casos como os de homicídios e pediu apoio da comissão de mulheres para que forneçam informações que possam auxiliar na identificação e na responsabilização dos autores dos crimes
 
“Alguns casos não avançam porque as pessoas não querem testemunhar sobre os crimes ou porque não há elementos suficientes para identificar o autor do crime”, esclareceu o promotor Thiago Sanandres.
 
 
 
Texto e fotos: Fernando Alves
Assessoria de Comunicação Social

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