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Publicada em 22/06/2009
Rondon do Pará - A pedido do MPE justiça prende policiais militares acusados de tortura e outros crimes
Por: Assessoria de Imprensa
A justiça do município de Rondon do Pará acatou pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos policiais militares André de Sousa Sozinho e Sandro Fabiano Pinheiro Paz, suspeitos dos crimes de abuso de autoridade, invasão de domicilio, tortura e concussão. Os presos provisórios ficarão recolhidos no Comando da Polícia Militar em Marabá. O pedido foi apresentado pelo Promotor de Justiça Reginaldo César Lima Álvares.
De acordo com a denúncia, os policiais invadiram a casa de José Silva Ribeiro, Valdinar Silva Ribeiro e Lucilene Costa de Souza, por volta da meia noite do dia 17 de junho deste ano, sem que houvesse mandado judicial, tendo logo em seguida exigido dinheiro como forma de evitar a prisão destes, acusando-lhes de tráfico de drogas.
As vítimas, dentro das suas residências foram agredidas com coronhadas, socos e pontapés, bem como com ameaçadas de morte, uma vez que os policiais afirmavam que: “ninguém viu a gente entrando aqui, não estamos nem com viatura, a gente pode matar vocês três e sair daqui e ninguém vai saber que foi a gente”. José da Silva Ribeiro e Valdinar Silva Ribeiro foram obrigados pelos policias, a engolirem duas colheres de sal cada um.
Segundo relato, os policias ainda se dirigiram, para a casa de Valdeilson Silva Ribeiro, invadindo-a atrás de dinheiro, para evitar a prisão de José Ribeiro, irmão de Valdeilson. Em face da ausência de dinheiro e drogas na segunda residência invadida, passaram a torturar psicologicamente os que ali estavam, afirmando que se fosse necessário teriam um quilo de drogas para “plantar” naquela residência e efetuar a prisão em flagrante. Os policias subtraíram ao todo a quantia de R$ 670,00.
Nas dependências do Fórum de Rondon do Pará, uma das vítimas continuava recebendo ligações ameaçadoras, enquanto estava na sala do Ministério Público, levando o representante do Parquet a atendê-las. O Promotor de Justiça de Rondon do Pará, Reginaldo Álvares pediu a quebra de sigilo telefônico de uma das vítimas no período de 17 a 19 de junho para que a operadora informe de onde se originaram as ligações que o denunciante José Silva Ribeiro recebeu e que todos os depoentes sejam incluídos no Programa de Proteção a vítimas e testemunhas.
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